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Bombardeio à escola no Irã: como ataque matou dezenas de crianças e jogou pressão sobre Trump e os EUA

Uma investigação preliminar aponta que os Estados Unidos foram responsáveis por um bombardeio a uma escola no Irã que matou 175 pessoas, incluindo dezenas de crianças, gerando pressão sobre o governo Trump e levantando questões sobre crimes de guerra.

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14/03 às 02:00

Pontos principais

  • Um bombardeio em 28 de fevereiro de 2026 atingiu a escola Shajareh Tayyebeh em Minab, Irã, resultando na morte de 175 pessoas, sendo 150 crianças, segundo o Crescente Vermelho iraniano e o embaixador do Irã na ONU.
  • A escola ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária do Irã, e investigações da imprensa internacional, incluindo o The New York Times, indicam que a região foi atingida por um míssil Tomahawk, arma comumente usada pelos EUA.
  • Uma investigação preliminar conduzida por autoridades americanas, revelada pela Reuters, aponta que os Estados Unidos foram responsáveis pelo ataque, que pode ter sido resultado de um erro de direcionamento devido a dados desatualizados.
  • Inicialmente, o presidente Donald Trump atribuiu a responsabilidade ao Irã, mas depois amenizou o tom e prometeu aceitar os resultados da investigação, enquanto o caso aumenta a pressão interna e externa sobre seu governo.
  • Parlamentares democratas e organismos internacionais, como o escritório de direitos humanos da ONU, pedem uma investigação rigorosa e rápida sobre o bombardeio.
  • Especialistas em Relações Internacionais explicam que, embora moralmente condenável, a classificação do ataque como crime de guerra depende de fatores como intencionalidade e proporcionalidade, e a punição internacional dos EUA é improvável devido à sua não adesão ao Tribunal Penal Internacional e poder de veto na ONU.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Donald Trump (presidente dos EUA)Uriã Fancelli (mestre em Relações Internacionais)Ali Bahreini (embaixador do Irã na ONU em Genebra)Mikaeil Mirdoraghi (aluno da escola)Pete Hegseth (secretário de Defesa dos EUA)Annie Shiel (diretora de defesa de direitos nos EUA do Centro para Civis em Conflito)Chris Van Hollen (senador)Ravina Shamdasani (porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU)Volker Türk (alto comissário da ONU para os Direitos Humanos)

Organizações

Crescente Vermelho iranianoGuarda Revolucionária do IrãInstituto Educacional Cultural Mártires do Golfo PérsicoReutersThe New York TimesONU (Organização das Nações Unidas)Tribunal Penal InternacionalConselho de Segurança da ONUUnicefConselho de Direitos HumanosBBCHamshahriPentágonoDepartamento de Defesa dos Estados UnidosDepartamento de Guerra

Lugares

IrãMinabEstados UnidosIsraelGenebraEstrasburgoGroningenWashingtonGaza