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Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI

14 de fevereiro, 2026 às 10:01
Agência Brasil - EBC

Resumo

Um estudo do FMI revela que o programa Bolsa Família não afasta mulheres do mercado de trabalho, exceto aquelas com filhos pequenos, e aponta a importância da participação feminina para o crescimento econômico do Brasil.

Pontos principais

  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que o Bolsa Família não reduz a participação feminina na força de trabalho, exceto para mães com crianças de até seis anos.
  • Mulheres com filhos pequenos enfrentam menor participação no mercado de trabalho devido a responsabilidades domésticas e familiares.
  • Mulheres dedicam, em média, dez horas a mais por semana em cuidados domésticos não remunerados do que homens.
  • Aumentar a participação feminina no mercado de trabalho pode elevar o crescimento do PIB brasileiro em meio ponto percentual até 2033, se a diferença de participação entre gêneros cair de 20 para 10 pontos percentuais.
  • Quase 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família são chefiadas por mulheres, que são as responsáveis pela administração do dinheiro.
  • A pesquisa sugere que a ampliação do acesso a creches, o incentivo ao trabalho remunerado e a resolução das diferenças salariais são soluções para manter as mulheres no mercado de trabalho.
  • Metade das mulheres deixa de trabalhar fora até dois anos após o nascimento do primeiro filho.

Entidades mencionadas

Organizações
Fundo Monetário Internacional (FMI)