BIS pede que bancos centrais não exagerem em reação a aumento de preços de energia
O Banco de Compensações Internacionais (BIS) aconselha bancos centrais a não reagirem de forma exagerada ao aumento dos preços de energia, especialmente se o choque for temporário, para evitar erros de política monetária como os de 2022.
|
16/03 às 13:24
Pontos principais
- O BIS pediu aos bancos centrais que não reajam de forma exagerada ao aumento dos preços globais de energia, considerando-o um choque temporário.
- O aumento de 40% nos preços do petróleo e 60% nos preços do gás evoca comparações com 2022, quando a inflação disparou após a invasão da Ucrânia e a reabertura pós-Covid.
- Bancos centrais foram criticados por reagir lentamente em 2022, mas o BIS alerta contra uma reação instintiva e excessiva desta vez.
- Hyun Song Shin, do BIS, afirmou que choques de oferta temporários não devem ser combatidos imediatamente com política monetária.
- Mercados financeiros já reavaliaram expectativas, reduzindo cortes de juros esperados do Fed e precificando aumentos do BCE.
- O relatório do BIS também abordou a evolução da comunicação dos bancos centrais e a volatilidade em mercados como ações de IA e crédito privado.
- Frank Smets, do BIS, mencionou a necessidade de observar a volatilidade, mas sem grandes disrupções no momento.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Hyun Song Shin (principal consultor econômico do BIS)Frank Smets (vice-chefe do departamento monetário e econômico do BIS)
Organizações
Banco de Compensações Internacionais (BIS)Federal Reserve (Fed)Banco Central Europeu (BCE)Banco da InglaterraBanco do JapãoBC brasileiraReuters
Lugares
LondresIrãUcrâniaRússiaOriente Médio
