BIS: Falta de preparo na era da IA pode ampliar diferença entre emergentes e ricos
19 de fevereiro, 2026 às 13:54
InfoMoney
Resumo
O Banco de Compensações Internacionais (BIS) alerta que a falta de preparo para a era da inteligência artificial (IA) pode ampliar a diferença econômica entre países emergentes e ricos, com os primeiros colhendo menos ganhos no curto prazo.
Pontos principais
- O BIS avalia que economias emergentes terão ganhos menores com IA no curto prazo em comparação com economias avançadas.
- Um estudo do BIS aponta que os efeitos da IA na produtividade variam significativamente entre países, com avançados mais bem posicionados.
- A IA generativa pode elevar a produtividade de tarefas específicas entre 10% e 65%, mas o impacto macroeconômico total é incerto.
- A estrutura produtiva dos emergentes, com maior concentração em setores de menor exposição à IA, limita os ganhos iniciais.
- No mercado de trabalho, emergentes têm mais trabalhadores em ocupações de baixa qualificação suscetíveis à automação pela IA.
- No longo prazo, a diferença de PIB real entre economias avançadas e emergentes pode se ampliar em mais de 2 pontos percentuais se as lacunas de preparação persistirem.
- Investimentos em infraestrutura digital, qualificação da força de trabalho e fortalecimento institucional são cruciais para que emergentes maximizem os ganhos com IA.
Entidades mencionadas
Organizações
Banco de Compensações Internacionais (BIS)
Lugares
Brasil
Índia
Filipinas
Estados Unidos
