'Bet da guerra': apostas em ataque dos EUA ao Irã levantam suspeitas de informação privilegiada
Apostas sobre a destituição do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, levantaram suspeitas de uso de informação privilegiada e pedidos de investigação por congressistas dos EUA, gerando um debate sobre a legalidade e regulamentação dos mercados de previsão.
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10/03 às 10:28
Pontos principais
- Apostas na Polymarket sobre a queda de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, levantaram suspeitas de informação privilegiada após ataques aéreos dos EUA e Israel.
- Empresas como Bubblemaps e análises da Reuters indicam lucros significativos em apostas feitas pouco antes dos ataques.
- Congressistas dos EUA, como Chris Murphy e Mike Levin, expressaram preocupação e pediram investigação, com Murphy prometendo legislação para proibir tais práticas.
- A Casa Branca, através de Davis Ingle, afirmou que as decisões do governo Trump são guiadas pelo interesse do povo americano.
- A Polymarket não comentou, enquanto a Kalshi, que não permite apostas ligadas à morte de autoridades, devolveu taxas aos usuários e afirma proibir informação privilegiada.
- Mercados de previsão, que movimentaram US$ 47 bilhões globalmente em 2025, operam em uma zona cinzenta regulatória nos EUA, com a Commodity Futures Trading Commission buscando criar uma estrutura de supervisão.
- A legislação dos EUA proíbe apostas contrárias ao interesse público, incluindo guerra ou assassinato, e negociar com base em informações não públicas pode ser ilegal.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Ali Khamenei (líder supremo do Irã)Chris Murphy (senador democrata)Davis Ingle (porta-voz da Casa Branca)Mike Levin (deputado democrata da Califórnia)Nicolas Maduro (ditador venezuelano)Tarek Mansour (diretor-executivo da Kalshi)
Organizações
BubblemapsPolymarketKalshiReutersCasa BrancaCommodity Futures Trading CommissionClear Street
Lugares
IrãTeerãEstados UnidosOriente MédioCalifórniaVenezuelaWall Street
