Argentina: inflação acelera a 3,4% em março, maior nível mensal em um ano
A inflação na Argentina acelerou para 3,4% em março de 2026, o maior nível mensal em um ano, em meio a um forte ajuste econômico e desafios políticos enfrentados pelo governo Milei, que buscou apoio internacional e implementou diversas medidas para estabilizar a economia.
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14/04 às 18:45
Pontos principais
- A inflação na Argentina atingiu 3,4% em março de 2026, o maior nível mensal em um ano, com aceleração em relação a fevereiro.
- Os setores de educação e transporte registraram as maiores altas de preços em fevereiro.
- O governo Milei implementou um forte ajuste econômico, incluindo paralisação de obras federais e retirada de subsídios, resultando em aumento de preços e intensificação da pobreza no início de 2024, mas com queda posterior.
- Uma crise política no terceiro trimestre de 2025, envolvendo Karina Milei e uma derrota eleitoral em Buenos Aires, impactou negativamente os mercados e o peso argentino.
- Os EUA, sob o governo de Donald Trump, anunciaram apoio financeiro à Argentina, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, para conter a instabilidade.
- O governo Milei também fechou um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o FMI e implementou medidas para aumentar a circulação de dólares e flexibilizar controles cambiais.
- O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas, melhorar o câmbio e atrair investimentos, buscando uma inflação abaixo de 2% ao mês.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Javier Milei (presidente da Argentina)Karina Milei (secretária-geral da Presidência)Donald TrumpPablo Quirno (secretário de Finanças)
Organizações
Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec)Fundo Monetário Internacional (FMI)Banco Central da Argentina
Lugares
ArgentinaEstados UnidosBuenos Aires
