Argentina: controvérsia sobre dado de inflação eleva temor de interferência política
A renúncia do chefe da agência de estatísticas da Argentina, Marco Lavagna, devido a uma divergência sobre a metodologia de cálculo da inflação, gerou controvérsia e levantou temores de interferência política na estratégia econômica do governo de Javier Milei.
|
06/02 às 10:46
Pontos principais
- A renúncia de Marco Lavagna, chefe do Indec, expôs tensões na estratégia econômica do governo Milei sobre dados de inflação.
- O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou que a saída de Lavagna foi por divergência sobre o adiamento da atualização da metodologia de cálculo da inflação.
- Parlamentares da oposição acusam o governo de tentar manipular dados para proteger a imagem política de Milei, que prometeu reduzir a inflação.
- A Argentina tem um histórico de manipulação de dados de inflação, tendo sido repreendida pelo FMI em 2013.
- Especialistas e fontes de mercado indicam que a nova metodologia provavelmente mostraria uma taxa de inflação ligeiramente superior à atual.
- A controvérsia abalou a confiança de alguns cidadãos na agência de estatísticas, enquanto apoiadores de Milei mantêm a fé na estabilização econômica.
- Apesar da estabilização em 2025, muitos argentinos ainda sentem os efeitos da alta inflação e da diminuição do poder de compra.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Javier Milei (presidente da Argentina)Luis Caputo (ministro da Economia)Marco Lavagna (ex-chefe do Indec)Julia Strada (parlamentar)Marcelo Garcia (consultor da Horizon Engage)Néstor Kirchner (ex-presidente da Argentina)Cristina Kirchner (ex-presidente da Argentina)Aldo Abram (Fundação Liberdade e Progresso)Ailen Menta (corretora de seguros)Laura Caullo (economista)Roberto Colliard (funcionário de farmácia)
Organizações
Indec (agência nacional de estatísticas da Argentina)Fundo Monetário Internacional (FMI)ReutersHorizon EngageMinistério da Economia da ArgentinaFundação Liberdade e Progresso
Lugares
Buenos AiresArgentina
