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Após Ozempic, quando cai a patente do Mounjaro no Brasil?

A patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) expirou no Brasil, permitindo a produção de genéricos, enquanto a patente do Mounjaro (tirzepatida) da Eli Lilly só termina em 2036, apesar de um projeto de lei para sua quebra antecipada.

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22/03 às 11:50

Pontos principais

  • A patente da semaglutida, princípio ativo de Ozempic e Wegovy da Novo Nordisk, expirou no Brasil em março de 2026, após 20 anos de exclusividade.
  • A expiração permite que outras empresas produzam versões genéricas ou similares, potencialmente reduzindo os preços.
  • A patente da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro da Eli Lilly, tem validade até junho de 2036, pois o pedido de registro foi feito em 2016.
  • O deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) apresentou um projeto de lei para declarar o Mounjaro de interesse público, visando a quebra antecipada da patente (licenciamento compulsório).
  • Especialistas apontam que a quebra de patente no Brasil é rara e exige critérios específicos, como problemas de abastecimento, que atualmente não se aplicam ao Mounjaro, pois não está no SUS nem nas diretrizes de tratamento da obesidade.
  • O licenciamento compulsório foi usado apenas uma vez no Brasil, em 2007, para um antiviral de HIV.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Mário Heringer (deputado federal)

Organizações

Novo NordiskEli LillyInstituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi)AnvisaPDT-MGSistema Único de Saúde (SUS)

Lugares

Brasil