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Apenas 10% dos direitos autorais no setor musical vão para mulheres

Um estudo da UBC revela que apenas 10% dos direitos autorais no setor musical foram destinados a mulheres em 2025, evidenciando uma profunda desigualdade de gênero, assédio e discriminação, apesar de um crescimento na participação feminina em outras áreas.

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15/03 às 11:00

Pontos principais

  • Apenas 10% dos direitos autorais na indústria da música foram para mulheres em 2025, segundo estudo da UBC.
  • Entre os 100 maiores arrecadadores de direitos autorais, somente 11 são mulheres, com a melhor colocação feminina sendo o 16º lugar.
  • Autoras concentraram 73% do total recebido pelas mulheres, enquanto versionistas e produtoras fonográficas tiveram apenas 1% cada.
  • Houve um crescimento de 13% no registro de fonogramas por produtoras e 12% em obras cadastradas por autoras e versionistas em 2025.
  • 65% das mulheres pesquisadas relataram ter sofrido assédio no meio profissional, sendo 74% sexual, 63% verbal e 56% moral.
  • 63% das mulheres sentiram discriminação, como serem ignoradas ou terem a competência desqualificada, e 60% das mães sentiram interferência da maternidade na carreira.
  • Paula Lima, primeira mulher presidente da UBC, destaca a importância da representatividade para transformar estruturas desiguais no setor.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Paula Lima (presidente da UBC, cantora e compositora)Fernanda Takai (diretora da UBC, cantora, compositora e multi-instrumentista)Mila Ventura (gerente de comunicação e marketing e coordenadora do projeto)

Organizações

União Brasileira de Compositores (UBC)Agência Brasil

Lugares

SudesteNordesteSulNorteCentro-Oeste