Alpinista que deixou namorada morrer em montanha da Áustria vai a julgamento e desperta debate polêmico
Um alpinista austríaco será julgado por homicídio culposo após sua namorada morrer congelada durante uma escalada no Grossglockner, levantando um debate sobre responsabilidade em esportes de montanha.
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18/02 às 07:03
Pontos principais
- Thomas P. será julgado por homicídio culposo por negligência grave após a morte de sua namorada, Kerstin G., por hipotermia no Grossglockner.
- A promotoria alega que Thomas P., sendo o alpinista mais experiente, era o guia responsável e cometeu nove erros, incluindo não levar equipamento adequado e não pedir ajuda a tempo.
- O advogado de defesa, Karl Jelinek, descreve a morte como um "acidente trágico" e afirma que o casal planejou a excursão juntos e se considerava experiente.
- Imagens de webcam mostram Thomas P. descendo da montanha com uma lanterna após deixar Kerstin G. exausta perto do cume.
- O caso levanta um debate sobre quando o julgamento pessoal e a tomada de riscos se tornam responsabilidade criminal, podendo mudar o paradigma dos esportes de montanha.
- Se considerado culpado, Thomas P. pode pegar até três anos de prisão.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Kerstin G.Thomas P.Karl Jelinek (advogado)Kurt Jelinek (advogado)
Organizações
BBCg1Der Standard
Lugares
ÁustriaGrossglocknerInnsbruckFrühstücksplatz
