A próxima década do e-commerce na América Latina passa pela entrega
O futuro do e-commerce na América Latina, que deve crescer 53% até 2029, depende da melhoria da logística, ampliação do sortimento de produtos e inclusão financeira para capturar o potencial de dezenas de milhões de novos compradores digitais.
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16/04 às 08:43
Pontos principais
- A penetração do varejo digital na América Latina é de 14%, oferecendo uma grande oportunidade de crescimento em comparação com China (30%) e EUA (25%).
- O valor bruto de mercadorias (GMV) do e-commerce na região deve atingir US$ 310 bilhões em 2029, com o Brasil sendo um motor central.
- Três frentes estruturais são cruciais para o avanço do setor: logística, sortimento e inclusão financeira.
- A logística precisa de melhorias significativas, com a entrega rápida e confiável se tornando um padrão mínimo, como exemplificado pelo Mercado Livre no Brasil.
- O sortimento deve expandir para categorias do cotidiano, como supermercado e medicamentos, que ainda têm baixa penetração digital na região.
- A inclusão financeira é a frente mais transformadora, pois 45% dos latino-americanos não têm conta bancária e 80% não têm acesso a cartão de crédito, sendo o e-commerce um vetor para democratizar o crédito.
- O setor deve focar em orquestrar o invisível (logística, sortimento, crédito) para entregar velocidade, confiança e experiências personalizadas ao consumidor latino-americano.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernando Yunes (vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre na América Latina e Líder do Mercado Livre no Brasil)Jeff Bezos
Organizações
Mercado LivreMorgan StanleyBanco MundialBanco Interamericano de Desenvolvimento (BID)Frete.comMemed
Lugares
América LatinaChinaEstados UnidosBrasilMéxicoArgentina
