2ª maior reserva, mas pouco explorada; Brasil perderá oportunidade em terras raras?
Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial de terras raras, o Brasil explora menos de 1% de seu potencial, perdendo a oportunidade de se inserir nas cadeias globais de produção dominadas pela China, segundo análise do Bank of America.
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19/02 às 06:00
Pontos principais
- O Brasil detém 23% das reservas mundiais de terras raras, sendo a 2ª maior, mas responde por menos de 1% da produção global.
- A China domina a separação e o refino de terras raras, especialmente os elementos de alto valor (HREE), essenciais para a transição energética.
- O Brasil possui depósitos de argilas iônicas, mais fáceis e baratos de processar, contendo elementos estratégicos como Disprósio, Térbio, Neodímio e Praseodímio.
- Limitações incluem financiamento restrito, fragmentação regulatória, ausência de estratégia nacional e dependência tecnológica externa.
- Projetos como o da Serra Verde mostram progresso, mas o Brasil ainda é importador líquido de compostos de terras raras.
- Para aproveitar a oportunidade, o país precisa expandir a capacidade de separação e refino, atrair capital e coordenar políticas industriais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Caio Ribeiro (analista)David Beker (analista)Natacha Perez (analista)Gustavo Mendes (analista)
Organizações
Bank of America (BofA)Serra Verde
Lugares
BrasilChinaAustráliaEstados Unidos

