Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, é um notório criminoso brasileiro e um dos líderes do Comando Vermelho, considerado um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina. Preso desde 2001, ele cumpre penas que somam mais de 300 anos por crimes como homicídio e tráfico, tendo estabelecido conexões internacionais, inclusive com as FARC. Apesar de detido em penitenciárias federais, sua influência e legado ainda são perceptíveis no cenário do crime organizado no Brasil.
Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, é um criminoso brasileiro notório por sua atuação no narcotráfico e por ser um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho. Considerado pelas autoridades federais um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina, ele está preso desde 2001 e cumpre uma pena que totaliza mais de 300 anos por crimes como assalto, homicídio, tráfico de armas e drogas. Sua influência se estendeu internacionalmente, estabelecendo conexões com grupos como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Nascido em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, em 1967, Fernandinho Beira-Mar cresceu na Favela Beira-Mar, de onde derivou seu apelido. Sua trajetória criminosa começou cedo; aos 20 anos, foi preso por roubo e, após cumprir pena, tornou-se uma figura proeminente no tráfico local. Nos anos 1990, para escapar da polícia, refugiou-se no Paraguai, onde estabeleceu contatos para o fornecimento de maconha. Posteriormente, mudou-se para a Colômbia, onde se aliou às FARC para aprender sobre a estruturação de redes criminosas e expandir o tráfico de cocaína para o Brasil. Foi capturado pelo exército colombiano em 2001 e deportado para o Brasil.
Desde sua prisão, Beira-Mar tem sido transferido entre diversas penitenciárias federais, uma estratégia para evitar que ele consolide sua influência em um único local. Mesmo detido, sua reputação e legado continuam a ter impacto, com membros do Comando Vermelho em sua cidade natal, Duque de Caxias, ainda usando suas iniciais “FBM” em grafites e publicações. Em 2019, ele concluiu sua graduação em Teologia, apresentando um trabalho de conclusão de curso que criticava o capitalismo.