A corrupção em Turilândia - MA refere-se a um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões em recursos públicos, envolvendo o prefeito, sua esposa, vice-prefeita, vereadores e empresários, que operava desde 2021 por meio de licitações simuladas e notas fiscais fraudulentas. As investigações revelaram compras superfaturadas, como de combustível, levando à Operação Tântalo II em dezembro de 2025, que resultou em prisões. Diante da gravidade, o Tribunal de Justiça do Maranhão decretou a intervenção judicial no município em janeiro de 2026 por 180 dias, com o governador responsável por nomear um interventor.
A Corrupção em Turilândia - MA refere-se a um esquema de desvio de recursos públicos que causou um prejuízo estimado em mais de R$ 56 milhões aos cofres do município maranhense. O esquema envolveu o prefeito, sua esposa, a vice-prefeita, ex-vice-prefeita, vereadores e empresários, resultando na intervenção judicial do município pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) em janeiro de 2026.
O esquema de desvio de recursos em Turilândia teve início em 2021 e operava por meio da simulação de licitações e da “venda” de notas fiscais por empresas, incluindo postos de combustível. O Ministério Público (MP) estimou o dano total em R$ 56.328.937,59. O prefeito e pessoas próximas a ele recebiam entre 82% e 90% dos valores pagos pela prefeitura, enquanto a diferença ficava com os empresários que forneciam as notas fiscais fraudulentas.
As investigações revelaram compras superfaturadas de combustível para a frota municipal, com volumes que indicavam um deslocamento diário irreal para os veículos da prefeitura. Em 2022, a prefeitura pagou por 150.250 litros de gasolina e 172.462 litros de óleo diesel comum. A análise do MP apontou que o volume de diesel pago permitiria aos seis veículos da prefeitura que utilizam esse combustível percorrerem 1.207.234 km por ano, uma média de cerca de 791 km por dia.
Em dezembro de 2025, a Operação Tântalo II resultou na prisão dos investigados, incluindo o prefeito Paulo Curió e a primeira-dama Eva Curió. Diante da gravidade da situação e da insuficiência das medidas judiciais anteriores, como prisões preventivas e domiciliares, o TJMA decretou a intervenção no município em janeiro de 2026, por um período de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. A intervenção se restringe ao Poder Executivo municipal, mantendo as funções legislativas com a Câmara Municipal. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, foi encarregado de nomear o interventor.