O governo Trump condicionou a retirada de agentes do ICE de Minneapolis à entrega de dados de eleitores de Minnesota, gerando acusações de coação por parte do secretário de estado local.
O governo Trump, através do Departamento de Justiça, exigiu que o estado de Minnesota fornecesse dados de eleitores em troca da retirada de agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) de Minneapolis. A demanda, feita em meio a uma escalada de tensões e confrontos na cidade que resultaram em duas mortes, foi prontamente classificada pelo Secretário de Estado de Minnesota, Steve Simon, como uma "coação ultrajante" e uma violação das leis estaduais e federais. A carta da Procuradora-Geral Pam Bondi também incluía solicitações para o compartilhamento de registros de programas sociais e a revogação de "políticas de santuário" do estado.
A operação do ICE, denominada "Operation Metro Surge", focada em ações anti-imigração, gerou forte revolta popular e protestos em Minneapolis, um estado historicamente democrata. As mortes de Renee Nicole Good e Alex Pretti durante as operações intensificaram ainda mais a oposição local, colocando o governo estadual em rota de colisão com a administração federal.