Vilão do endividamento, cartão de crédito rotativo cresce; empréstimos beiraram R$ 400 bilhões em 2025
O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do Brasil, disparou após a pandemia, atingindo quase R$ 400 bilhões em 2025, levando o governo a buscar soluções para o endividamento da população.
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09/04 às 10:02
Pontos principais
- O cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara, beirou R$ 400 bilhões em 2025, segundo o Banco Central.
- Cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívidas no rotativo em janeiro, com uma taxa de inadimplência de 63,5% e juros de 436% ao ano em fevereiro.
- Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do rotativo, impedindo que o débito total exceda o valor original da dívida.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que o rotativo está sendo usado como parte da renda, necessitando de uma discussão estrutural para criar alternativas de crédito mais saudáveis.
- O governo lançou o crédito consignado para trabalhadores do setor privado e estuda um novo programa para unificar e refinanciar dívidas com descontos de juros.
- A regulamentação do uso do saldo do FGTS como garantia para empréstimos, prometida para reduzir juros, ainda não foi implementada.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, com limites.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central)Rui CostaDario Durigan (ministro da Fazenda)
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Banco CentralCongressoTV Globo
Lugares
Brasil
