Uma a cada três mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho, indica estudo
Um estudo da Gupy revela que 35% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual no trabalho, mas apenas 10% delas formalizam a denúncia devido ao medo de retaliação e à descrença na eficácia dos canais internos.
|
06/04 às 09:23
Pontos principais
- 35% das mulheres no Brasil afirmam ter sofrido assédio sexual no ambiente profissional, segundo relatório da Gupy.
- Apenas 10% das vítimas de assédio sexual no trabalho recorrem aos canais formais de denúncia, indicando subnotificação.
- Os principais motivos para a baixa denúncia são a descrença de que algo será feito (55,7%) e o medo de retaliação (41,8%).
- Houve um aumento de 35% nas ações judiciais relacionadas a assédio entre 2023 e 2024, conforme dados do TST.
- Setor público e ONGs são os ambientes com percepção mais crítica sobre o assédio, seguidos por educação, marketing e varejo.
- O estudo aponta que o assédio sexual é um problema estrutural, sustentado por relações de poder desequilibradas e fragilidade institucional.
- Especialistas sugerem que, além de canais formais, são necessários ambientes de confiança, apuração rigorosa e proteção contra retaliações.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gil Cordeiro (especialista em pesquisas e tendências da Gupy)
Organizações
GupyTribunal Superior do Trabalho (TST)Procon-SP
Lugares
Brasil
