Uber é condenada por estupro cometido por motorista e abre via a 3.000 ações nos EUA
A Uber foi condenada a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira que alegou ter sido estuprada por um motorista, abrindo precedentes para mais de 3.000 ações semelhantes nos EUA e levantando questões sobre a responsabilidade da empresa pela segurança de seus usuários.
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06/02 às 11:56
Pontos principais
- Um júri federal em Phoenix condenou a Uber a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira que alegou ter sido estuprada por um motorista do aplicativo.
- A decisão pode servir de base para mais de 3.000 processos por agressão e abuso sexual contra a Uber nos Estados Unidos.
- A Uber defendeu que não pode ser responsabilizada pela conduta de motoristas autônomos, mas o júri rejeitou esse argumento.
- O caso foi movido por Jaylynn Dean, que afirmou ter sido estuprada em novembro de 2023 durante uma corrida no Arizona.
- Documentos internos revelaram que a Uber classificou a corrida de Dean como de alto risco, mas não alertou a passageira.
- A empresa pretende recorrer da decisão, alegando instruções erradas do juiz ao júri.
- A pressão sobre a Uber aumenta nos EUA para que a empresa adote medidas mais firmes contra a violência sexual em suas corridas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jaylynn DeanMatt Kallman (porta-voz da Uber)Nora Freeman Engstrom (professora da Faculdade de Direito de Stanford)Sachin Kansal (diretor de produto da Uber)
Organizações
UberFaculdade de Direito de StanfordThe New York Times Company
Lugares
PhoenixEstados UnidosTempeArizona
