Suíça monitorou e perseguiu brasileiros contrários à ditadura
A Suíça monitorou e perseguiu ativistas brasileiros exilados durante a ditadura militar no Brasil, apesar de ter conhecimento das torturas e violações de direitos humanos, priorizando seus interesses econômicos com o regime.
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02/04 às 13:06
Pontos principais
- Jean Marc Von der Weid, um estudante brasileiro exilado na Suíça, denunciou as torturas sofridas no Brasil, após ser libertado em troca do embaixador suíço.
- A atuação de Jean Marc e outros ativistas incomodou o governo suíço, que mantinha fortes laços econômicos com o regime militar brasileiro.
- Pesquisas na Universidade de Lausanne revelaram que a polícia suíça monitorava ativistas brasileiros e suas denúncias sobre a ditadura.
- Documentos diplomáticos confirmam que a Suíça tinha conhecimento das torturas e violências praticadas pelo Estado brasileiro.
- Apesar do conhecimento das violações, a Suíça priorizou suas relações econômicas e chegou a expulsar ativistas brasileiros, como Apolônio de Carvalho e Ladislau Dowbor.
- O Ministério das Relações Exteriores do Brasil comemorou as expulsões, atribuindo-as às relações econômicas entre os países.
- A Embaixada da Suíça no Brasil, questionada, afirmou que uma resposta detalhada exigiria pesquisas históricas aprofundadas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jean Marc Von der WeidGiovanni Enrico Bucher (embaixador da Suíça)Gaelle Shclier (pesquisadora)Roberto Campos (ex-ministro do Planejamento)Gabriella Lima (pesquisadora)Marcel Guelat (cônsul suíço no Rio de Janeiro)Apolônio de CarvalhoLadislau DowborHitler
Organizações
RTSUniversidade de LausanneDops (Departamento de Ordem Política e Social)Ministério das Relações Exteriores do BrasilEmbaixada da Suíça no BrasilAgência Brasil
Lugares
SuíçaBrasilEuropaLausanneRio de JaneiroÁfrica do SulFrança
