Stuhlberger: Seja Lula ou Flávio, novo presidente fará pouco para cortar o déficit
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, expressa pessimismo sobre a capacidade do próximo presidente do Brasil, seja Lula ou Flávio Bolsonaro, de realizar um ajuste fiscal significativo para combater o déficit, citando a dificuldade histórica e a magnitude do problema.
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27/03 às 05:00
Pontos principais
- Luis Stuhlberger não está otimista com o próximo governo brasileiro em relação ao corte do déficit fiscal, independentemente do presidente eleito em 2026.
- Ele aponta que o mercado pode ter euforia inicial com Flávio Bolsonaro, mas as dificuldades de ajuste fiscal persistirão.
- Stuhlberger sugere que um eventual Lula 4 não seria pior que o Lula 3, podendo ser até ligeiramente melhor.
- O gestor afirma que o Brasil gasta R$ 500 bilhões acima do teto de gastos em 2026, exigindo um ajuste fiscal inviável de 3,5% a 4% do PIB.
- Ele compara a situação atual com governos anteriores, mencionando que apenas Michel Temer conseguiu encarar o déficit de frente.
- Stuhlberger atribui a responsabilidade pelo estouro fiscal tanto ao governo Lula quanto aos últimos anos do governo Bolsonaro.
- A dívida pública brasileira em 2025 beirou 80% do PIB, e a previsão de déficit primário para 2026 foi reajustada para R$ 59,8 bilhões.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Flávio Bolsonaro (senador)Luis Stuhlberger (gestor do Fundo Verde, CIO e CEO na Asset Management)Clara SodréFabiano CintraMichel Temer (presidente)Fernando Henrique Cardoso (presidente)Jair Bolsonaro (presidente)Marcos Lisboa
Organizações
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