STJ manda a júri caso de cabo morta em quartel do Exército
O STJ decidiu que o ex-soldado Kelvin Barros da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, ocorrido em um quartel do Exército em Brasília, enquanto os delitos militares permanecerão na Justiça Militar.
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09/04 às 15:51
Pontos principais
- A 3ª Seção do STJ determinou que o ex-soldado Kelvin Barros da Silva seja julgado por feminicídio e destruição de cadáver no Tribunal do Júri.
- Os crimes relacionados ao patrimônio e à administração militar permanecerão sob a competência da Justiça Militar da União.
- A decisão de desmembrar o caso foi tomada por maioria de 4 votos a 3, devido à coexistência de bens jurídicos distintos e competências constitucionais.
- O STJ entendeu que o feminicídio teve motivação pessoal e contexto de violência de gênero, sem vínculo direto com a função militar.
- A denúncia aponta que Kelvin matou a cabo com uma facada, ateou fogo no local e subtraiu a arma da vítima, alterando a cena do crime.
- O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília.
- O Tribunal do Júri de Brasília julgará o feminicídio e a destruição de cadáver, enquanto o STM cuidará dos crimes militares.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Kelvin Barros da Silva (ex-soldado)Maria de Lourdes Freire Matos (cabo)Ribeiro Dantas (ministro)Sebastião Reis Júnior (ministro)Rogério Schietti (ministro)Marluce Caldas (ministra)Carlos Pires Brandão (ministro)Joel Ilan Paciornik (ministro)Reynaldo Soares da Fonseca (ministro)
Organizações
STJ (Superior Tribunal de Justiça)ExércitoJustiça Militar da UniãoMinistério Público do Distrito FederalSTM (Superior Tribunal Militar)
Lugares
BrasíliaSetor Militar Urbano
