STF analisa quebra de sigilo de pesquisas no Google sobre Marielle antes do crime
O STF retomará o julgamento sobre a quebra de sigilo de pesquisas no Google relacionadas a Marielle Franco antes de seu assassinato, com o Google questionando a ordem judicial por violação de privacidade e o Ministério Público defendendo a medida para investigações.
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01/04 às 12:49
Pontos principais
- O STF deve retomar em 9 de abril o julgamento sobre a quebra de sigilo de pesquisas no Google sobre Marielle Franco antes de seu assassinato em 2018.
- A decisão do STF terá repercussão geral, aplicando-se a casos semelhantes em todos os tribunais brasileiros.
- O Google recorreu de uma ordem judicial que o obrigava a fornecer IPs e identificadores de dispositivos de usuários que pesquisaram termos ligados a Marielle Franco.
- A empresa argumenta que a busca reversa viola a privacidade, proteção de dados e liberdades de comunicação, além de atingir pessoas inocentes.
- O STJ manteve a ordem, afirmando que o direito ao sigilo não é absoluto e pode ser quebrado para investigações.
- A ministra aposentada Rosa Weber votou contra o acesso do Ministério Público, enquanto Alexandre de Moraes e outros ministros divergiram, defendendo a quebra de sigilo com critérios fundamentados.
- O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli e aguarda os votos de Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marielle Franco (vereadora)Anderson Gomes (motorista)Rosa Weber (ministra aposentada)André Mendonça (ministro)Alexandre de Moraes (ministro)Cristiano Zanin (ministro)Nunes Marques (ministro)Gilmar Mendes (ministro)Edson Fachin (ministro)Dias Toffoli (ministro)Cármen Lúcia (ministra)Luiz Fux (ministro)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)GoogleMinistério Público do Rio de JaneiroSuperior Tribunal de Justiça (STJ)
Lugares
Rio de JaneiroBrasil
