Startups: Secundárias são boas para a startup (e não só para os founders)
Executivos de startups de sucesso defendem que as rodadas secundárias são benéficas para as empresas e seus fundadores, desmistificando o estigma de perda de empenho e promovendo alinhamento de longo prazo.
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27/03 às 12:57
Pontos principais
- Rodadas secundárias, onde fundadores vendem parte de suas ações, ainda enfrentam estigma no Brasil, mas são defendidas por CEOs de startups como Omie e QI Tech.
- Marcelo Lombardo (Omie) argumenta que a venda secundária permite aos fundadores reduzir riscos e manter a coragem para decisões de crescimento, evitando a concentração total de patrimônio na empresa.
- A Omie realizou uma grande rodada secundária de US$ 100 milhões em 2025, liderada pelo fundo suíço Partners Group.
- Pedro MacDowell (QI Tech) explica que a secundária é uma oportunidade de segurança financeira e redução de risco, sem comprometer o engajamento do fundador.
- Um estudo da Spectra indica que, em 82% dos casos, a venda secundária representa menos de 10% da participação do fundador, mantendo o alinhamento com as metas de longo prazo.
- A distribuição de stock options e a comunicação sobre o valor das ações são estratégias para motivar e reter talentos, reforçando o jogo de longo prazo.
- Os executivos enfatizam que o objetivo principal deve ser construir uma empresa que gere valor para o cliente e um negócio duradouro, e não apenas focar no 'exit'.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marcelo Lombardo (CEO da Omie)Pedro MacDowell (fundador e CEO da QI Tech)
Organizações
OmieQI TechPartners GroupGeneral AtlanticFundo Soberano de Cingapura (GIC)SpectraStartups
Lugares
BrasilPorto AlegreSouth Summit Brazil
