Setor de fertilizantes brasileiro teme impacto da guerra, mas também do PIS/Cofins
O setor brasileiro de fertilizantes prevê uma retração de até 15% em 2026 devido aos impactos da guerra no Oriente Médio e na Ucrânia, além de mudanças tributárias como o PIS/Cofins e questões de frete, alertando para o aumento dos preços dos alimentos.
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30/03 às 16:40
Pontos principais
- O setor de fertilizantes no Brasil pode encolher até 15% em 2026, após um ano recorde em 2025.
- A retração é atribuída à piora do cenário externo, com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, e a fatores internos como mudanças tributárias (PIS/Cofins) e precificação de fretes.
- Aluísio Schwartz, presidente do Sindiadubos-PR, alerta para a redução da produção e o aumento dos preços dos alimentos globalmente.
- A interrupção do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar a perda de 5 milhões de toneladas na produção de fertilizantes fosfatados.
- Restrições de exportação da China e a proibição da Rússia de exportar nitrato de amônia também contribuem para a escassez e alta de preços.
- Entidades do setor, como Sindiadubos-PR, ANDA, AMA e FPA, buscam adiar a cobrança do PIS/Cofins, rever o frete mínimo e negociar com a China para reabrir exportações de fosfatados.
- Apesar dos desafios, o mercado deve se ajustar, mas com preços elevados e possível redução do uso de fertilizantes pelos agricultores.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Aluísio Schwartz (presidente do Sindiadubos-PR)
Organizações
Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos-PR)Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA)Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA)Frente Parlamentar Agropecuária (FPA)
Lugares
BrasilOriente MédioUcrâniaIrãChinaRússiaÍndiaEstreito de OrmuzIsrael
