Selic alta e ‘fator Trump’ seguram o dólar sob tensão no Oriente Médio, diz Rio Bravo
Apesar do choque geopolítico no Oriente Médio, o dólar no Brasil se manteve moderado devido à atratividade da taxa Selic, à perda de credibilidade do dólar sob a gestão Trump e à posição comercial do país como exportador de petróleo.
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05/04 às 05:00
Pontos principais
- O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz tinham potencial para disparar o dólar, mas o impacto no Brasil foi moderado.
- Três fatores principais contiveram o câmbio: a atratividade da taxa Selic de 14,75%, a perda de status do dólar como ativo de refúgio sob a gestão Trump, e a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo.
- O economista José Alfaix da Rio Bravo destaca que a política monetária brasileira e a busca por alternativas ao dólar americano beneficiaram o real.
- Apesar da turbulência global, o dólar variou pouco no Brasil, de R$ 5,13 para R$ 5,18, e o ouro também teve um comportamento contido.
- A aversão ao risco global ainda impacta juros e bolsas, com o Ibovespa recuando e a expectativa de inflação (IPCA) subindo para 4,31% no boletim Focus.
- A Rio Bravo conclui que, sem esses três vetores de sustentação, o prejuízo econômico para o Brasil seria significativamente maior.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
José Alfaix (economista da Rio Bravo)Donald Trump
Organizações
Rio BravoEstados UnidosIsraelIrã
Lugares
Oriente MédioEstreito de OrmuzBrasilJapão
