'Seguiremos destruindo a ideia de um Estado palestino': as novas medidas de Israel vistas como anexação de fato da Cisjordânia
Novas medidas aprovadas pelo gabinete de segurança de Israel para a Cisjordânia ocupada, que facilitam a apropriação de terras palestinas por colonos judeus, são condenadas internacionalmente e vistas como uma anexação de fato, intensificando o conflito na região.
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22/02 às 14:58
Pontos principais
- Israel aprovou novas medidas para a Cisjordânia ocupada, que são vistas como anexação de fato e facilitam a apropriação de terras palestinas por colonos judeus.
- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que o objetivo é 'matar a ideia de um Estado palestino'.
- Palestinos, países árabes, grupos israelenses contrários à ocupação e o Reino Unido condenaram as medidas, consideradas ilegais pelo direito internacional.
- As iniciativas incluem o fim da proibição de venda direta de terras da Cisjordânia a judeus e a abertura de registros locais de propriedade.
- A Autoridade Palestina e a ONG Peace Now alertam para o risco de colapso da AP e um 'roubo massivo de terras'.
- As medidas foram anunciadas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, que reiterou a oposição dos EUA à anexação.
- A Corte Internacional de Justiça já havia emitido um parecer em 2024 afirmando que a ocupação de territórios palestinos por Israel é ilegal.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Bezalel Smotrich (ministro das Finanças de Israel)Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel)Donald Trump (presidente dos Estados Unidos)Mahmoud Abbas (presidente da Autoridade Palestina)Israel Katz (ministro da Defesa israelense)
Organizações
Reutersg1Organização das Nações Unidas (ONU)Ministério das Relações Exteriores de IsraelAutoridade Palestina (AP)Peace NowCorte Internacional de Justiça
Lugares
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