Samba-enredo é um grande enunciado político, diz sociólogo
O sociólogo Rodrigo Antonio Reduzino defende em sua tese de doutorado que o samba-enredo é um grande enunciado político, destacando o papel das escolas de samba na resistência à ditadura militar e na luta contra o racismo no Brasil.
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08/02 às 10:02
Pontos principais
- O sociólogo Rodrigo Antonio Reduzino pesquisa o papel político dos sambas-enredo na luta pela democracia, especialmente durante a ditadura militar.
- Sua tese de doutorado, 'Enredos da Liberdade', analisa os sambas das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro na década de 1980.
- Reduzino argumenta que o samba-enredo é uma forma de expressão política, muitas vezes subestimada em comparação com a MPB na resistência à ditadura.
- Ele destaca a repressão e o racismo enfrentados pelas escolas de samba e pela população negra envolvida no carnaval.
- A pesquisa aborda a relação entre escolas de samba e bicheiros, e como essa associação é usada para estigmatizar as agremiações.
- O sociólogo critica o mito da democracia racial e como ele nega a realidade do racismo estrutural no Brasil.
- Reduzino refuta a ideia de que as escolas de samba foram alienadas ou adesistas à ditadura, apontando que poucos enredos eram ufanistas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Rodrigo Antonio Reduzino (sociólogo)Fernando CollorLélia González (filósofa e antropóloga negra)Clóvis Moura (sociólogo e jornalista negro)
Organizações
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Lugares
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