Rússia classifica grupo de direitos humanos com Nobel como movimento extremista
A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial, ganhador do Prêmio Nobel, como um movimento 'extremista', em uma decisão que intensifica a repressão à liberdade de expressão no país.
|
09/04 às 10:17
Pontos principais
- O grupo russo de direitos humanos Memorial foi declarado 'extremista' pela Suprema Corte do país em uma audiência a portas fechadas.
- A decisão fornece um mecanismo legal para processar qualquer pessoa que contribua para o trabalho da organização ou compartilhe seu material.
- A Memorial, fundada para documentar a repressão política na União Soviética, afirmou que a decisão é uma tentativa de intimidar a dissidência e silenciar a sociedade civil.
- Em 2021, duas organizações principais da Memorial foram banidas sob acusações de 'justificar o terrorismo e o extremismo', que o grupo considerou absurdas.
- Apesar das proibições, a Memorial continuou a operar, principalmente de fora da Rússia, apoiando mais de 1.500 prisioneiros políticos.
- A organização dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2022, em um reconhecimento amplamente visto como uma condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia.
- Oleg Orlov, líder da Memorial, foi condenado à prisão em 2024 por 'desacreditar as Forças Armadas' e libertado em uma troca de prisioneiros.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Josef Stalin (ditador soviético)Ales Bialiatski (ativista bielorrusso)Oleg Orlov (líder da Memorial)Vladimir Putin (presidente)
Organizações
MemorialSuprema CorteTASSCentro Ucraniano de Liberdades CivisKremlin
Lugares
LondresRússiaUnião SoviéticaUcrâniaEstados Unidos
