Reconhecimento facial amplia público nos estádios e reforça segurança
O reconhecimento facial se tornou obrigatório em estádios com mais de 20 mil pessoas no Brasil, ampliando o público e a segurança, mas gerando debates sobre privacidade e possíveis falhas algorítmicas.
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03/04 às 09:28
Pontos principais
- O acesso a estádios com capacidade para mais de 20 mil pessoas é feito por biometria facial, conforme a Lei Geral do Esporte de 2023.
- A tecnologia, implementada pela Bepass no Allianz Parque, aumentou a velocidade de entrada e o número de sócios-torcedores do Palmeiras.
- O uso do reconhecimento facial tem sido associado ao aumento da presença de famílias nos estádios e à identificação de foragidos da justiça, com o sistema conectado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão.
- Clubes como o Santos adotaram a biometria facial mesmo sem a capacidade mínima exigida por lei, visando economia e combate a cambistas.
- Críticos, como o relatório "Esporte, Dados e Direitos" do CESeC, alertam para riscos à privacidade, vulnerabilização de crianças e racismo algorítmico, citando casos de identificações equivocadas.
- A Bepass defende que o sistema armazena dados de forma vetorizada e que a taxa de falso positivo é extremamente baixa, prevendo a expansão da tecnologia para outros eventos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernando Melchert (diretor de Tecnologia da Bepass)Marcos Antônio de Oliveira Saturnino (motoboy)Marcelo Teixeira (presidente do Santos)Joy Buolamwini (pesquisadora)Timnit Gebru (pesquisadora)
Organizações
BepassAllianz ParquePalmeirasCorinthiansTV BrasilArena BarueriSantosConfederação Brasileira de Futebol (CBF)Ministério do EsporteMinistério da Justiça e Segurança PúblicaSecretaria de Segurança Pública (SSP)O PanópticoCentro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)Confiança
Lugares
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