Quadrinhos viram ferramenta de conscientização social na EJA
Quadrinhos com a personagem Engenheira Eugênia são usados como ferramenta pedagógica na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para debater assédio moral, violência de gênero e representatividade no ambiente de trabalho.
|
04/04 às 10:24
Pontos principais
- A USP e a Fisenge desenvolveram uma apostila para a EJA utilizando quadrinhos da Engenheira Eugênia para conscientização social.
- A personagem Engenheira Eugênia, criada em 2013, aborda temas como assédio moral, violência de gênero, racismo e LGBTQIAPNfobia.
- Simone Baía, da Fisenge, destaca a importância dos quadrinhos como instrumento de fácil transmissão de mensagens em um ambiente predominantemente masculino.
- Um dos quadrinhos retrata a Engenheira Eugênia sofrendo assédio moral de seu chefe, incentivando reflexão sobre respeito e igualdade.
- A iniciativa também alcançou crianças no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, para discutir representatividade e oportunidades.
- A personagem é uma mulher negra, engenheira, mãe e divorciada, promovendo a identificação e quebrando estereótipos na engenharia.
- A Engenheira Eugênia já foi traduzida para o inglês, virou animação e ganhou o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos em 2016.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Simone Baía (diretora do coletivo de mulheres da Fisenge)Mariana Tokarnia (jornalista)
Organizações
Universidade do Estado de São Paulo (USP)Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge)Agência BrasilAssociação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra)
Lugares
Brasília (DF)Rio de JaneiroMorro da Providência
