Profissionais de atacado e varejo têm maiores riscos de burnout, aponta estudo
Um estudo da Gupy revela que o Brasil registrou mais de meio milhão de afastamentos por transtornos mentais em 2025, com profissionais de atacado e varejo apresentando os maiores riscos de burnout, indicando um problema estrutural na saúde mental dos trabalhadores.
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07/04 às 09:34
Pontos principais
- O Brasil ultrapassou 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, segundo dados da Previdência Social analisados pela Gupy.
- Quatro em cada 10 profissionais já sinalizam algum nível de risco de adoecimento mental, com setores como tecnologia/software e educação apresentando taxas ainda maiores.
- O setor de varejo/atacado lidera a incidência de burnout em níveis críticos (10,79%), seguido por educação e marketing/publicidade/comunicação.
- O burnout é visto como um fenômeno ocupacional, resultado de fatores como alta carga de trabalho, metas sob pressão, jornadas longas e baixa autonomia.
- A digitalização e a cultura "always on" contribuem para a redução das fronteiras entre vida profissional e pessoal, ampliando o risco de esgotamento.
- A atualização da NR-1, que exige a inclusão de riscos psicossociais na governança das empresas, é um avanço, mas não resolve o problema estrutural sozinha.
- O estudo conclui que o adoecimento mental é um desafio estrutural que exige revisão de práticas de gestão, modelos de trabalho e cultura corporativa para evitar impactos negativos na produtividade e sustentabilidade das empresas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gil Cordeiro (especialista em pesquisas e tendências da Gupy)
Organizações
GupyPrevidência Social
Lugares
Brasil
