Preso no caso Master, nomeado por Castro criou regra que liberou R$ 1 bilhão ao banco
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, nomeado por políticos do União Brasil, alterou regras que permitiram o aporte de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master, que foi liquidado, e está sendo investigado por suspeita de ocultação de patrimônio e obstrução da justiça.
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05/04 às 09:53
Pontos principais
- Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em fevereiro por suspeita de ocultação de patrimônio e obstrução de investigações.
- Antunes alterou a política de investimentos do Rioprevidência, eliminando a exigência de alta classificação de risco para instituições financeiras, permitindo aportes no Banco Master.
- Desde 2023, R$ 970 milhões foram investidos em papéis do Banco Master, que possuía classificação de risco insuficiente pelas regras anteriores.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central por gestão fraudulenta, e os recursos do Rioprevidência permanecem retidos.
- O STJ negou a soltura de Antunes, citando risco de ocultação patrimonial e destruição de provas, incluindo o apagamento de câmeras de segurança.
- O TCE-RJ recomendou o afastamento de Antunes antes de sua prisão, mas ele foi mantido no cargo pelo então governador Cláudio Castro (PL).
- Outros institutos de previdência, como os do Amapá e Amazonas, também realizaram aportes significativos no Banco Master, sob a influência de políticos do União Brasil.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Deivis Marcon Antunes (ex-presidente do Rioprevidência)André Luiz Nahass (advogado, ex-secretário estadual de Transportes do Rio)Cláudio Castro (PL) (ex-governador do Rio)Davi Alcolumbre (União-AP) (presidente do Senado)
Organizações
RioprevidênciaBanco MasterPolícia Federal (PF)Superior Tribunal de Justiça (STJ)União BrasilMinistério Público Federal (MPF)Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)Banco Central
Lugares
Rio de JaneiroSanta CatarinaItapemaAmapáAmazonas
