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Presidente do STF rebate relatório de comitê dos EUA e diz que liberdade de expressão é direito fundamental no Brasil

O presidente do STF, Edson Fachin, rebateu um relatório do Comitê do Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA que apontava supostas violações à liberdade de expressão no Brasil, afirmando que o direito é fundamental, mas não absoluto, e que o STF atua para coibir o uso criminoso das redes sociais.

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02/04 às 20:20

Pontos principais

  • Edson Fachin, presidente do STF, divulgou nota oficial em resposta a relatório dos EUA sobre liberdade de expressão no Brasil.
  • O relatório americano apontava supostas violações à liberdade de expressão e censura em decisões do ministro Alexandre de Moraes.
  • Fachin afirmou que o relatório apresenta "caracterizações distorcidas" e que a liberdade de expressão é direito fundamental no Brasil, mas não absoluto, podendo sofrer limitações em casos de crimes.
  • As ordens de remoção de conteúdo de Moraes estão ligadas a investigações sobre uso criminoso de redes sociais por milícias digitais, em inquéritos sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito.
  • O STF tem atuado para proteger a liberdade de expressão, mas também estabeleceu um regime de responsabilização para plataformas digitais em casos de crimes e atos ilícitos, alinhado a práticas internacionais.
  • A Corte fixou um dever de cuidado para plataformas em relação a crimes gravíssimos como terrorismo, pornografia infantil e discurso de ódio, onde a responsabilização depende de falha sistêmica do provedor.
  • Fachin informou que prestará esclarecimentos ao Congresso dos EUA pelos canais diplomáticos.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Edson Fachin (presidente do Supremo Tribunal Federal)Alexandre de Moraes (ministro)

Organizações

Supremo Tribunal Federal (STF)Comitê do Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados UnidosCongresso dos EUA

Lugares

BrasilEstados Unidos