Por que Brasil do baixo desemprego é também o do endividamento recorde das famílias?
Apesar do baixo desemprego e inflação controlada, as famílias brasileiras enfrentam um endividamento recorde, impulsionado principalmente pelos juros altos e o uso do cartão de crédito para fechar as contas mensais.
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30/01 às 08:42
Pontos principais
- O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,8% da renda anual, o maior nível durante o governo Lula, próximo ao recorde histórico de 49,9% em julho de 2022.
- A inadimplência também cresceu, chegando a 6,9% em dezembro no crédito livre às famílias, um patamar elevado para a série histórica do Banco Central.
- Especialistas atribuem o alto endividamento aos juros elevados, com a Taxa Selic em 15% ao ano e a taxa média de juros no crédito livre ultrapassando 60% ao ano.
- O cartão de crédito lidera o crescimento do endividamento, com um aumento de 17,1% em 2025, sendo utilizado por muitas famílias como alternativa para fechar o orçamento.
- O programa Desenrola, lançado em 2023, ajudou a reduzir o endividamento temporariamente, mas o novo ciclo de aperto monetário e o encarecimento do crédito reverteram essa tendência.
- Projeta-se uma melhora nos indicadores de crédito em 2026, com a expectativa de cortes na Selic e o avanço do Crédito ao Trabalhador (consignado privado) e a ampliação da isenção do Imposto de Renda.
- Apesar do mercado de trabalho ainda positivo, a formalização ampliou o acesso ao crédito, mas a queda dos juros é crucial para aliviar o custo do endividamento.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Jair BolsonaroFábio Bentes (economista sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo - CNC)Maria das Graças Barros (pensionista)Alessandra Ribeiro (sócia da Tendências Consultoria)Virgínia da Silva (vendedora)
Organizações
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