PGR recorre de decisão de Dino que derrubou aposentadoria compulsória como maior punição a juízes
A PGR recorreu da decisão do ministro Flávio Dino que derrubou a aposentadoria compulsória remunerada como maior punição para juízes, defendendo que a medida não foi extinta e que o caso deve ser discutido no plenário do STF.
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30/03 às 18:23
Pontos principais
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro Flávio Dino (STF) que pôs fim à aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima para juízes.
- O recurso da PGR, em segredo de justiça, visa levar a discussão para o plenário do STF, pois a Procuradoria entende que a aposentadoria compulsória como punição não foi extinta.
- Em 16 de março, Dino determinou que a maior punição para magistrados por violações disciplinares deve ser a perda do cargo e do salário, e não a aposentadoria compulsória.
- A aposentadoria compulsória era criticada por afastar o juiz da função, mas manter sua remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.
- A decisão de Dino se baseia no entendimento de que a Reforma da Previdência de 2019 extinguiu a aposentadoria compulsória como punição, não cabendo mais no ordenamento jurídico vigente.
- Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente por infrações graves como venda de sentenças e assédio.
- A decisão de Dino foi tomada após a análise de uma ação de um juiz do TJ-RJ, aposentado compulsoriamente por condutas como favorecimento político e irregularidades em processos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Flávio Dino (ministro do Supremo Tribunal Federal)
Organizações
Procuradoria-Geral da República (PGR)Supremo Tribunal Federal (STF)Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ)
Lugares
BrasíliaMangaratiba (RJ)
