PGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos
A PGR, através do procurador-geral Paulo Gonet, emitiu parecer favorável ao programa de escolas cívico-militares de São Paulo, mas considerou inconstitucional o pagamento extra a policiais militares que atuam nessas instituições, por falta de indicação de fonte de custeio.
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29/01 às 13:44
Pontos principais
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao STF sobre o programa de escolas cívico-militares de São Paulo.
- Gonet considerou o programa constitucional, mas apontou a inconstitucionalidade do artigo que prevê pagamentos extras a policiais militares sem fonte de custeio.
- A legislação paulista não viola a Constituição ao prever a atuação da Polícia Militar nas escolas, segundo a PGR.
- O programa só será adotado por escolas após consulta à comunidade escolar, não sendo uma imposição do Estado.
- O parecer da PGR diverge da AGU, que se manifestou contra a constitucionalidade do programa, alegando invasão de competência da União em legislar sobre educação.
- A ação foi aberta pelo PSOL em maio de 2024 e tramita sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
- Não há prazo definido para o julgamento do tema pelo plenário do Supremo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Paulo Gonet (procurador-geral da República)Gilmar Mendes (ministro do STF)
Organizações
Procuradoria-Geral da República (PGR)Supremo Tribunal Federal (STF)Advocacia-Geral da União (AGU)PSOLPolícia MilitarTribunal de Contas do Estado (TCE)
Lugares
São PauloParanáBrasil
