Pela primeira vez, indígenas e quilombolas terão vagas no Itamaraty
Pela primeira vez na história, o Ministério das Relações Exteriores reservará vagas para pessoas indígenas e quilombolas no concurso público para a carreira de diplomata, um marco impulsionado pela nova lei de cotas e celebrado por lideranças como Sonia Guajajara.
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29/01 às 21:14
Pontos principais
- O Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Instituto Rio Branco abriram concurso para diplomata com vagas reservadas para indígenas e quilombolas.
- Esta é a primeira seleção para a carreira diplomática sob a nova lei de cotas, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Das 60 vagas totais, 2 são para indígenas e 1 para quilombolas, além de cotas para pessoas com deficiência e pessoas negras.
- A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, celebrou a iniciativa como a concretização de um sonho coletivo e um empoderamento das lideranças indígenas.
- O edital prevê um procedimento de verificação documental complementar para candidatos indígenas e quilombolas.
- Candidatos indígenas podem concorrer à bolsa-prêmio do Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco para Indígenas (PAA/IRBr Indígenas).
- Ronaldo dos Santos, do Ministério da Igualdade Racial, destaca o avanço e a relevância da nova representatividade no serviço público.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Sonia Guajajara (ministra dos Povos Indígenas)Ronaldo dos Santos (secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos)
Organizações
Ministério das Relações Exteriores (MRE)Instituto Rio BrancoAgência BrasilOrganização Internacional do Trabalho (OIT)Organização das Nações Unidas (ONU)Ministério da Igualdade Racial (MIR)Cebraspe
Lugares
ItamaratyBrasilBelém
