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Obesidade paterna altera metabolismo dos filhos, diz estudo

Um novo estudo revela que a obesidade paterna pode alterar o metabolismo dos filhos através do espermatozoide, aumentando a propensão a doenças como diabetes tipo 2, mas essas alterações são reversíveis com a perda de peso do pai.

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05/04 às 07:05

Pontos principais

  • A obesidade paterna pode causar alterações metabólicas nos descendentes, tornando-os mais propensos a desenvolver doenças como diabetes tipo 2.
  • O estudo, publicado na Nature Communications, identificou o microRNA let-7 como o mecanismo de transmissão dessas alterações do pai para o embrião via espermatozoide.
  • Experimentos com camundongos mostraram que a prole de machos obesos desenvolvia intolerância à glicose e resistência à insulina, mesmo com peso normal.
  • A inibição da enzima DICER pelo excesso de let-7 no embrião prejudica o funcionamento das mitocôndrias, reprogramando o tecido adiposo da prole.
  • A boa notícia é que a perda de peso pelos genitores reverte as "marcas" da obesidade no sêmen, validado em análises com humanos.
  • A pesquisa foi coordenada por Jan-Wilhelm Kornfeld (SDU) e contou com a participação de Marcelo Mori (Unicamp).
  • Os resultados sugerem que a saúde masculina se reflete no esperma e que a concepção em condições de desequilíbrio pode levar a filhos menos saudáveis.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Jan-Wilhelm Kornfeld (bioquímico, professor da SDU)Marcelo Mori (pesquisador da Unicamp)

Organizações

Nature CommunicationsSDU (Universidade do Sul da Dinamarca)Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)Agência FAPESP