O que diz a ciência sobre testes genéticos para atletas mulheres
O Comitê Olímpico Internacional (COI) exigirá testes genéticos para atletas mulheres a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, visando limitar a categoria feminina a indivíduos com sexo biológico feminino e sem o cromossomo Y, gerando debate sobre equidade e inclusão no esporte.
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05/04 às 07:20
Pontos principais
- O COI anunciou que, a partir de Los Angeles 2028, a categoria feminina será restrita a atletas do sexo biológico feminino, com base em testes genéticos.
- A medida visa garantir a igualdade nas competições femininas, considerando que o cromossomo masculino (Y) confere vantagens em esportes de força, potência e resistência.
- O teste genético buscará a presença do gene SRY, exclusivo do cromossomo Y, para confirmar o sexo biológico feminino.
- A discussão sobre testes genéticos e questões de sexo/gênero no esporte não é nova, com exemplos como Laurel Hubbard e Tifanny Abreu.
- A testosterona, presente em níveis muito maiores em indivíduos com cromossomo Y durante a puberdade, confere vantagens estruturais e musculoesqueléticas duradouras, mesmo após a supressão hormonal.
- Apesar do avanço científico, ainda há uma lacuna para atletas com gêneros variados, e competições mistas são sugeridas como uma possível solução futura.
- A autora, Jamila Alessandra Perini, é professora e líder de pesquisa na UERJ, contribuindo com a perspectiva científica sobre o tema.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jamila Alessandra Perini (professora do curso de Farmácia e líder do Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas na UERJ)Kirsty Coventry (1ª mulher a presidir o COI)Laurel Hubbard (1ª mulher abertamente transgênero a competir nos Jogos Olímpicos)Tifanny Abreu (1ª atleta trans do país a atuar na Superliga Feminina de Vôlei Brasileira)
Organizações
Comitê Olímpico Internacional (COI)FIVB (Federação Internacional de Voleibol)Poder360The ConversationUERJ
Lugares
Los Angeles 2028Tóquio 2020
