O drama das famílias de brasileiros que morreram na guerra da Ucrânia
O artigo detalha o drama de famílias brasileiras que perderam seus filhos, Felipe de Almeida Borges e Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, na guerra da Ucrânia, e a dificuldade em repatriar os corpos, enquanto o Ministério das Relações Exteriores confirma 23 mortes e 44 desaparecidos.
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22/02 às 09:58
Pontos principais
- Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, viajou para a Ucrânia após ser iludido por promessa de alto salário para lutar na guerra, sem o conhecimento de sua mãe, Clarice Batista de Almeida.
- Felipe foi morto em 17 de janeiro por um drone russo, e sua mãe enfrenta dificuldades para obter o atestado de óbito e repatriar o corpo.
- Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, de 25 anos, também morreu na Ucrânia, em Donbass, após se alistar para as forças ucranianas e, posteriormente, tentar retornar ao Brasil devido às condições precárias.
- A esposa de Gustavo, Rafaela Alves, relata que ele foi enviado para a infantaria, contrariando a promessa de atuar na artilharia, e também luta pela repatriação do corpo.
- O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de 23 brasileiros e o desaparecimento de outros 44 na Ucrânia, mas não dispõe de estatísticas sobre brasileiros engajados em conflitos internacionais.
- A repatriação dos corpos é dificultada pela falta de documentos como atestados de óbito e pelos altos custos, que recaem sobre as famílias, com o governo federal podendo auxiliar em casos excepcionais.
- As famílias de Felipe e Gustavo não têm informações sobre contratos ou recebimentos de seus filhos, e enfrentam a burocracia e a falta de apoio para trazer os corpos de volta ao Brasil.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Clarice Batista de Almeida (dona de casa)Felipe de Almeida BorgesGustavo Rodrigo Faria MazzocatoRafaela Alves (esposa de Gustavo)
Organizações
Forças Armadas da UcrâniaMinistério das Relações ExterioresEmbaixada do Brasil em KievLegião Internacional da Ucrânia
Lugares
UcrâniaSanta Fé do SulSão PauloMadriDonbassBrasil
