Mudas de espécies da Caatinga podem ser produzidas com água salobra
A Embrapa Semiárido desenvolveu uma técnica de produção biossalina que permite o cultivo de mudas de espécies nativas da Caatinga utilizando água salobra, promovendo o reflorestamento e a restauração ambiental no semiárido brasileiro.
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05/04 às 07:50
Pontos principais
- A Embrapa Semiárido demonstrou a viabilidade de produzir mudas de espécies da Caatinga com água salobra, sem comprometer o desenvolvimento das plantas.
- A produção biossalina em viveiros florestais estimula a resistência das mudas a estresses ambientais como seca, salinidade e altas temperaturas.
- Cerca de 70% das fontes subterrâneas no semiárido brasileiro são salinas, e a técnica propõe transformar essa água em recurso produtivo para restauração ambiental.
- O uso de água salobra na fase de viveiro é seguro e eficiente, pois a aplicação ocorre apenas no substrato, sem salinizar o solo.
- Espécies como angico-de-caroço, catingueira-verdadeira, mulungu e pereiro mostraram alta tolerância à salinidade, mantendo boas taxas de germinação e crescimento.
- A técnica auxilia viveiristas e gestores ambientais na seleção de espécies e manejo da irrigação para projetos de reflorestamento em ecossistemas áridos.
- A aplicação desta tecnologia pode gerar oportunidades econômicas, como a comercialização de sementes e mudas, e a participação em programas de crédito de carbono.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Bárbara França Dantas (pesquisadora)
Organizações
Embrapa SemiáridoAgência EmbrapaPoder360
Lugares
CaatingaSemiárido brasileiro
