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Mudanças na licença-paternidade podem impactar contratação e carreira de mulheres; entenda

A ampliação gradual da licença-paternidade no Brasil, que passará de 5 para 20 dias até 2029, busca reduzir a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, mas especialistas alertam que a medida ainda é tímida e o cuidado com os filhos permanece majoritariamente concentrado nas mulheres.

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04/04 às 05:01

Pontos principais

  • A nova lei brasileira amplia a licença-paternidade de 5 para 20 dias gradualmente até 2029, abrangendo também trabalhadores informais.
  • Especialistas apontam que a medida é um avanço, mas ainda insuficiente para equilibrar a responsabilidade parental e reduzir o viés de gênero no mercado de trabalho.
  • A maternidade ainda é vista como um custo para empresas, impactando a contratação e carreira de mulheres, que enfrentam demissões e menor acesso a cargos de liderança após a licença.
  • Modelos internacionais, como o da Suécia, com licença parental compartilhada e períodos obrigatórios para ambos os pais, mostram-se mais eficazes na promoção da igualdade.
  • Mulheres dedicam mais horas semanais a tarefas domésticas e de cuidado e, mesmo mais escolarizadas, têm menor participação na força de trabalho e remuneração inferior.
  • A nova legislação cria estabilidade no emprego durante e após a licença-paternidade e equipara o benefício à licença-maternidade em casos específicos, como falecimento da mãe.
  • Empresas podem contribuir para a retenção de talentos femininos com planejamento de carreira, programas de retorno ao trabalho e benefícios para a primeira infância.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Dhafyni Mendes (cofundadora do Todas Group)Guga Chacra (jornalista)Ana Gabriela Burlamaqui (advogada)

Organizações

Todas GroupGloboNewsMinistério das MulheresINSSSecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

Lugares

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