Mercado cervejeiro em baixa no País pôs pressão extra na troca de CEO da Heineken
A saída do CEO global da Heineken, Dolf van den Brink, ocorre em um momento de baixa no mercado cervejeiro brasileiro, com queda de volumes e pressão sobre as margens, levantando questionamentos sobre a sustentabilidade dos investimentos da empresa no país.
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25/01 às 09:30
Pontos principais
- A troca de CEO global da Heineken coincide com um período de retração no mercado cervejeiro brasileiro.
- O volume global de cerveja da Heineken caiu 4,3% no terceiro trimestre de 2025, com queda mais acentuada nas Américas (7,4%).
- O mercado brasileiro de cerveja acumulou queda entre 6,5% e 7% no consumo em volume de janeiro a setembro de 2025.
- Fatores como menos dias de sol, temperaturas mais baixas, poucos feriados e maior competição por gastos discricionários (apostas esportivas) contribuíram para a retração do consumo.
- A Heineken manteve reajustes de preços congelados por um período, mas retomou aumentos em julho de 2025, sinalizando uma mudança de estratégia.
- Analistas questionam a expansão de capacidade da Heineken no Brasil em um cenário de volumes fracos, o que pode alongar o retorno dos investimentos.
- A expectativa para 2026 é de alguma melhora no setor, impulsionada por eventos como a Copa do Mundo e clima mais quente, mas sem uma recuperação rápida do volume.
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Dolf van den BrinkPaulo PetroniRenata CabralGabriel Fagundes
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