Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte
A Comissão de Anistia concedeu anistia política post-mortem a Marçal Souza Tupã-Y, líder indígena Guarani-Kaiowá assassinado há 43 anos, reconhecendo as violações sofridas durante o regime ditatorial e garantindo reparação à família.
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27/03 às 20:09
Pontos principais
- Marçal Souza Tupã-Y, líder indígena Guarani-Kaiowá, foi anistiado post-mortem pela Comissão de Anistia, 43 anos após seu assassinato em 1983.
- A anistia política foi concedida com base na lei que repara pessoas atingidas por atos de exceção com motivação política entre 1946 e 1988.
- O pedido de anistia foi feito em 2023 pela família de Marçal e pelo Ministério Público Federal.
- A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, pediu desculpas em nome do Estado brasileiro pelas atrocidades causadas pelo Estado ditatorial.
- Marçal era técnico de enfermagem da Funai e foi alvo de vigilância e transferências forçadas por sua atuação política.
- A União admitiu responsabilidade pelas violações e concederá reparação econômica de R$ 100 mil aos familiares.
- A homologação da terra indígena Nhanderu Marangatu, onde Marçal vivia, ocorreu em 2005, mas a efetiva entrega do território só se deu em 2024.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marçal Souza Tupã-Y (líder indígena)Macaé Evaristo (ministra dos Direitos Humanos e Cidadania)Edna Silva de Souza (filha de Marçal)Eloy Terena (secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)
Organizações
Comissão de AnistiaMinistério Público Federal (MPF)Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)Ministério dos Povos IndígenasUnião das Nações IndígenasCâmara Municipal de Dourados
Lugares
BrasíliaRincão JúlioPonta PorãMato Grosso do SulAldeia CampestreTI Nhanderu MarangatuAntônio JoãoCampo Grande
