Kremlin diz que bloqueou WhatsApp por 'resistência em cumprir a lei' russa
O Kremlin confirmou o bloqueio do WhatsApp na Rússia, alegando que a plataforma se recusou a cumprir a lei russa, em uma ação que também afeta Facebook e Instagram e visa promover um aplicativo estatal sem criptografia.
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12/02 às 07:06
Pontos principais
- O Kremlin confirmou o bloqueio do WhatsApp na Rússia, citando a "resistência em cumprir a lei russa" como motivo.
- A medida se estende a Facebook e Instagram, que foram classificados como "extremistas" pela Rússia, e visa direcionar usuários para o aplicativo estatal Max, que não possui criptografia.
- O WhatsApp, com 100 milhões de usuários na Rússia, criticou o bloqueio como um "retrocesso" que compromete a segurança e a comunicação privada.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, evitou comentar sobre tentativas de bloquear o Telegram, que é uma plataforma crucial para a comunicação não militar na Rússia.
- Pavel Durov, cofundador do Telegram, criticou a ação russa, comparando-a à tentativa falha do Irã de restringir a plataforma e defendendo a liberdade de expressão e privacidade.
- O aplicativo Max, desenvolvido pela VKontakte (controlada por aliados de Putin), é promovido como um "super aplicativo" estatal, mas sem criptografia, o que levanta preocupações sobre vigilância.
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Dmitry Peskov (porta-voz do Kremlin)Vladimir Putin (presidente da Rússia)Pavel Durov (cofundador do Telegram)
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