Kevin Warsh pode ter dificuldades em estabelecer novas regras para o Fed
Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para comandar o Federal Reserve, enfrenta o desafio de conciliar sua defesa por um banco central limitado por regras com a necessidade de pragmatismo na condução da política monetária, especialmente em relação à inflação e às taxas de juros.
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05/02 às 11:34
Pontos principais
- Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para o Fed, defende um banco central com menor intervenção na economia e focado no controle da inflação, limitado por regras de política monetária.
- Apesar de seu idealismo, Warsh reconhece a complexidade da economia e já descreveu as regras de política monetária como "aspiracionais", indicando flexibilidade.
- Sua abordagem será questionada nas audiências de confirmação do Senado, onde terá que explicar como conciliará suas visões teóricas com a prática.
- Warsh é considerado "hawkish" em relação à inflação, mas sua aposta em um aumento da produtividade pode justificar cortes nas taxas de juros, mesmo com a inflação acima da meta do Fed.
- Ele terá o desafio de reduzir o balanço patrimonial do Fed, que cresceu significativamente, e de convencer seus pares sobre a necessidade de mudanças.
- Especialistas apontam que Warsh precisará demonstrar independência em relação a Trump e compromisso com o controle da inflação para construir confiança nos mercados.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Kevin WarshDonald Trump (presidente)Milton FriedmanJohn Taylor (economista)Michael Bordo (professor emérito da Universidade Rutgers e membro visitante da Hoover Institution)Jerome Powell (presidente do Fed)John Cochrane (colega da Hoover Institution)David Beckworth (pesquisador sênior do Mercatus Center da George Mason University)Jeffrey Roach (economista-chefe da LPL Financial)
Organizações
Federal Reserve (Fed)Hoover InstitutionUniversidade de StanfordUniversidade RutgersSenado dos EUAMercatus CenterGeorge Mason UniversityLPL Financial
Lugares
WASHINGTONEUA
