Justiça derruba imposto de exportação a petroleiras
A Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu liminar isentando grandes petroleiras de um imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto, gerando preocupações sobre a arrecadação do governo e o ambiente de investimentos no Brasil.
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08/04 às 22:37
Pontos principais
- A Justiça Federal do Rio de Janeiro derrubou o imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto para TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor.
- A decisão judicial aponta que o imposto, instituído após o aumento dos preços do petróleo devido ao conflito Estados Unidos-Israel e Irã, pode ser inconstitucional e ter desvio de finalidade.
- O governo brasileiro havia justificado o imposto como uma forma de compensar perdas de arrecadação por cortes em impostos sobre combustíveis.
- A Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não foi afetada pela liminar.
- O IBP e grandes petroleiras criticaram a taxa, afirmando que ela prejudica novos investimentos e a estabilidade fiscal no Brasil.
- O ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional, argumentando que as empresas estão lucrando com o conflito e podem contribuir para subsidiar combustíveis.
- O imposto é temporário, previsto para durar até o final do ano, e visa aumentar o refino doméstico e garantir o abastecimento interno.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Roberto Ardenghy (chefe do IBP)Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia)
Organizações
Justiça Federal do Rio de JaneiroTotalEnergiesRepsol SinopecPetrogal (Galp)ShellEquinorReutersPetrobrasInstituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP)Ministério de Minas e Energia do Brasil
Lugares
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