Irã usa crianças em trabalhos de segurança na guerra, indicam testemunhas e relatos à imprensa
Testemunhas e relatos à imprensa indicam que o Irã está recrutando crianças, algumas armadas, para trabalhos de segurança em meio à guerra, levantando preocupações sobre violações de direitos humanos e crimes de guerra.
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02/04 às 02:00
Pontos principais
- A morte de um menino de 11 anos em um ataque aéreo em Teerã revelou o recrutamento de crianças para serviços de segurança no Irã.
- A mãe do menino afirmou que ele e o pai auxiliavam a milícia Basij em patrulhas e postos de controle.
- Um integrante da Guarda Revolucionária Islâmica confirmou o novo programa de recrutamento para "voluntários" a partir dos 12 anos.
- Testemunhas relataram ter visto crianças, algumas armadas, em funções de segurança em Teerã e outras cidades iranianas.
- Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, classificam o uso de crianças menores de 15 anos em funções militares como crime de guerra.
- Especialistas apontam que o recrutamento de crianças demonstra o desespero do regime iraniano e sua impopularidade, dificultando o recrutamento de adultos.
- O bloqueio de internet no Irã dificulta a obtenção de informações, mas relatos de cidadãos à BBC confirmam a presença de adolescentes em postos de controle.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alireza JafariSadaf MonfaredRahim NadaliGolnazSaraPeymanTinaBill Van Esveld (Human Rights Watch)Pegah Banihashemi (especialista em direito constitucional e direitos humanos)Holly Dagres (especialista em Irã)
Organizações
BasijCorpo da Guarda Revolucionária IslâmicaFars NewsForças de Defesa de Israel (IDF)Human Rights Watch (HRW)The Washington InstituteBBC News Persa
Lugares
IrãTeerãKarajRashtIsraelEstados Unidos
