Influenciador profissional: o que muda na carreira com a regulamentação
A regulamentação da profissão de influenciador digital no Brasil, sancionada pelo presidente Lula, está gerando discussões sobre profissionalização, segurança jurídica e o enquadramento de trabalhadores multimídia, com especialistas apontando impactos simbólicos e estruturais no mercado.
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11/02 às 08:00
Pontos principais
- A Lei 15.325/2026, que regulamenta a profissão de influenciador digital, já provoca efeitos práticos no mercado, antes mesmo da publicação do decreto regulamentador.
- Especialistas afirmam que a lei acelera a profissionalização do setor, reconhecendo o influenciador dentro de um arcabouço jurídico mais claro.
- A regulamentação não cria novos direitos trabalhistas, mas define o escopo da profissão de trabalhador multimídia, abrangendo criadores de conteúdo digital.
- A lei reforça exigências como identificação de publicidade paga, responsabilidade sobre conteúdos e respeito a direitos autorais e proteção de dados.
- Há tensões no campo trabalhista, com receio de que empresas enquadrem profissionais como multimídia para exigir jornadas de 44 horas semanais, em detrimento de categorias como jornalistas e radialistas.
- O decreto regulamentador, a ser emitido pelo Ministério do Trabalho, será crucial para reduzir incertezas e detalhar a aplicação da nova lei.
- A regulamentação é vista como um ajuste necessário do Direito às novas tecnologias, buscando segurança jurídica e formalização para o setor.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Alipio Maria Jr. (sócio do Pellegrina e Monteiro e especialista em contencioso trabalhista)Gisele Karassawa (sócia do VLK Advogados)André Serrão (advogado trabalhista e sócio do Fonseca Brasil Serrão Advogados)Stephanie Almeida (advogada do Poliszezuk Advogados)
Organizações
InfoMoneyPellegrina e MonteiroVLK AdvogadosMinistério do TrabalhoFonseca Brasil Serrão AdvogadosPoliszezuk AdvogadosConar
