Governo suspende licitação para dragagem no Tapajós após ocupação indígena na Cargill
O governo federal suspendeu a licitação para dragagem no Rio Tapajós e anunciou medidas administrativas após a ocupação indígena do terminal da Cargill em Santarém, em protesto contra o Decreto nº 12.600 que inclui rios no Programa Nacional de Desestatização.
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22/02 às 18:43
Pontos principais
- O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) suspendeu a licitação de dragagem no Tapajós após a ocupação do terminal da Cargill por indígenas.
- A ocupação ocorreu em Santarém (PA) e foi uma escalada de protestos do Conselho Tapajós e Arapiuns (Cita) contra o Decreto nº 12.600.
- O decreto, assinado pelo presidente Lula, inclui rios como o Tapajós no Programa Nacional de Desestatização para estudos de concessão de navegabilidade e dragagem.
- Indígenas do Cita veem o decreto como uma ameaça ao seu modo de vida e à qualidade da água e pesca no Tapajós.
- A Cargill acionou a Justiça Federal para a retirada dos manifestantes, mas o pedido foi negado em regime de plantão devido à presença de mulheres, crianças e idosos.
- O MPor reconheceu o direito à manifestação, mas condenou atos de violência e invasões, defendendo a legalidade e a ordem pública.
- O terminal da Cargill em Santarém movimentou mais de 5,5 milhões de toneladas de soja e milho em 2025, sendo crucial para o escoamento de grãos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Eneias Alexandre Gonçalves Torres (juiz federal)
Organizações
Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)CargillSecretaria-Geral da PresidênciaMinistério da Justiça e Segurança PúblicaCompanhia Docas do Pará (CDP)Advocacia-Geral da União (AGU)Conselho Tapajós e Arapiuns (Cita)Justiça FederalSubseção Judiciária de SantarémMinistério Público Federal (MPF)
Lugares
Santarém (PA)ParáRios MadeiraRios TocantinsRio TapajósSão Paulo
